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MUITA SAÚDE EM 2009!
Henrique Peixoto*
Dizem que no Brasil, o ano só começa mesmo depois do Carnaval. É claro que isso não é verdade – afinal, apesar de o calor do nosso verão ser mais propício para as praias do que para os escritórios e, por isso, elas vivam cheias neste período, dando a impressão de que não se trabalha, aqui se rala muito!!. Quem precisa correr atrás - e nesse grupo, certamente, está a maior parte dos profissionais de saúde e o público que Médicos Solidários atende – já está encarando um árduo trabalho e esperando o final de semana para poder dar uma boa relaxada.
O ano de 2009 chega batizado por uma crise econômica criada pela irresponsabilidade de alguns governos, seus órgãos reguladores e bancos centrais, acobertando especuladores de diversos matizes e sem qualquer compromisso com o bem-estar da humanidade. Como sempre, nos momentos de crise, busca-se a mão protetora do Estado. Depois de privatizados os lucros, socializa-se o prejuízo e todos pagamos a conta... Assim, o novo ano prenuncia-se como ainda mais difícil do que os anteriores. Se a Humanidade não conseguiu solucionar a inaceitável miséria crônica e a vergonhosa fome de parte expressiva de sua população em anos normais, num ano de crise, provavelmente será mais difícil fazê-lo. Médicos Solidários, assim como todas as instituições humanitárias, terá mais trabalho a fazer, seguramente.
Em 2008, atendemos quase 6.000 pessoas, sendo muitas delas atendidas mais de uma vez e tendo se beneficiado também de nossos projetos educativos e culturais. Além das quase 8.000 consultas oferecidas através das ações do projeto Saúde Solidária, mais de 80 palestras de saúde reprodutiva para grupos de jovens de 11 a 15 anos foram realizadas, conseguindo beneficiar 375 deles com 4 aulas sobre o tema. Pudemos levar 750 jovens de até 18 anos para eventos culturais e de lazer, como Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Museu de Belas Artes, Planetário da Cidade, Jardim Zoológico, sempre acompanhados de professores que os orientavam sobre as exposições apresentadas. Sem contar as crianças de até 4 anos atendidas nas suas creches por uma equipe de dentista, médico e 8 estagiários que avaliaram seu desenvolvimento psico-motor e físico, oferecendo também tratamento odontológico e clínico.
Queremos nesta mensagem reiterar nosso agradecimento a toda a rede de voluntários de Médicos Solidários: cada um de nós é responsável por um pouquinho desse grande trabalho que vimos desenvolvendo desde 1998. E que desejamos continuar realizando enquanto se fizer necessário, enquanto houver seres humanos como nós com dificuldade de acesso a este bem tão precioso de que nos cabe cuidar: a saúde.
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